quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cléo e a sua (não tão pura quanto isso) essência*

Estava a Cléo e eu
Na noite a divagar
Entre uma tequilla e outra
Pus-me a pensar:

O par perfeito
seria o J.P
Babava-se com o peito
Palavras para quê?

Nisto começa a falar
Com o seu ar atractivo
Passa um gajo a olhar
E o João divertido

Já a pensar em foda
Pergunta-lhe onde quer ir
Ela diz: só depois da roda
Ele espera para se vir

No fim de mamados lá vão
Para uma rua escondida
Ele fica deitado no chão
Ela em cima despida

Apreciando a brincadeira
De se virem os dois
Nem vêem a ciumeira
Da gaja que chega depois

Foi então que descobri
Que ele se tinha enganado
Ela bem que saltava
Mas ele estava pedrado

Ele gritava o seu nome
E ela a pensar em tesão
Desconhecia o facto
Que ele gritava de aflição

Entao às duas por três
Ele já nao fodia
Só gritava urgentemente
Que já não podia

Naquele entusiasmo
Ela pensava que era com o martelo
Depois do orgasmo
Viu o belo cogumelo

E com o cogumelo
E toda a sua juba
Apenas ele pensou
Mas que bem que ela aduba

Deu um grito de surpresa
Ele deu outro de satisfação
E assim termina a história
Que deita a Cléo ao chão


Ps: Texto escrito por Fernando Pessoa, nomeadamente pelo seu semi-heterónimo "Bítor Ugo"

* Ai Cléo Cléo, eu aviseiii...
** Não mostrar isto a qualquer docente com capacidades extraordinárias de observação, análise e síntese que se caracterizam pela inteligência incomensurável e pela inexorabilidade dos seus feitos. (Paulinha vá)

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